Colaboradores

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Murmúrios e recordações




Então o momento está se aproximando
Almas abaladas por um espírito fudido
Flores deitadas de lado movimentam o que uma vez foi amor

Como eu gostaria de realizar as viagens sem descuidos
tão difíceis de se encontrar com o destino em segredo

Uma caixa em forma de cruz levanta recordações
enquanto murmúrios se despedaçam em caminhadas
Erros de uma misericórdia em seu tempo

É a velha história vista de um período diferente
as coisas ditas que nunca foram compreendidas e nem serão
Flashes de beijos e abraços se apresentam nas janelas ornamentadas

Como eu gostaria de crescer na mesma proporção que meus gritos,
tão antiquados quanto os desejos hipócritas em queda

E os olhos se cortam como cicatrizes de um dia não usual
A marca de nascença finalmente vive em sua luz perpetuada
O adeus a um infortúnio e as boas-vindas em maior perspectiva



 




Eterno é não saber


Não há misericórdia para aqueles que esperam
por um pouco de justiça e liberdade no viver
Naquele que reside ansiedade, morre a paz
Naquele que se exalta demais, o controle se apaga
Naquele que acredita muito em si mesmo, a insegurança é o seu lar
Naquele que pensa que o amanhã será melhor, o hoje torna-se uma carga insolúvel
Naquele que acredita na vida, a morte é a única certeza

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

VOCÊ SABE A DIFERENÇA ENTRE O AMOR ROMÂNTICO E O AMOR GENUÍNO?


O problema é que nós sempre confundimos a ideia de amor com apego. 
Sabe, nós imaginamos que o apego e o ciúmes que temos em nossas relações demonstram que amamos. Quando na verdade é só apego. E isso nos causa dor. Porque quanto mais nos agarramos a algo, mais temos medo de perder.

E então, se nós perdermos, vamos sofrer. O que quero dizer é que amor genuíno é… Bem, o apego diz: “Eu te amo, por isso quero que você me faça feliz”. O amor genuíno diz: “Eu te amo, por isso quero que você seja feliz. E se isso me incluir, ótimo. Se não me incluir, eu só quero a sua felicidade.”. E são dois sentimentos diferentes.
Veja um vídeo INSPIRADOR onde a monja no Budismo Tibetano Jetsunma Tenzin Palmo nos explica a diferença entre o Amor romântico e Amor Genuíno.
> ASSISTA AQUI < http://goo.gl/qBVTmF 




segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Recordações e autoestima lúgubres


A cada porta aberta incontáveis são trancadas
E nada é tão infernal quanto a exigência em demasia
A cada segundo o fato se concretiza como construções arcaicas
enquanto o nariz forma reservadas sensações de abatimento e euforia

A estação é de sensatez em sua indenidade
Entender que moral e ética formam-se como um filho primogênito
O perfeccionismo (termo vulgar) do caráter leva à demência
Os gatos negros observam como juízes, aguardando apenas por um disparo ou nylon

O peso é demasiado para conduzi-lo
Histórias mal relatadas fabricam a inventividade desumana
Recordações que o tornam o único e exclusivo erro
Uma despesa única; ominosa

Lírios e papoulas ornamentam uma grande avenida
E os corvos, com seus olhares negros, conduzem uma multidão e uma caixa
contendo um fantoche que um dia foi um servo de uma sociedade prostituída
É o fim das palavras impensadas; da falsa felicidade e do falso bom humor

Prantos, compunções e sorrisos fazem parte da caminhada como se a mesma
fosse ter sua chegada em um boteco de esquina
Não há preocupação alguma em manter relembranças felizes
Afinal de contas, tolo é aquele que confia em comportamentos universais dissimulados

A cada flor e sorrisos lágrimas descartados durante o ato final,
Uma pá de cabo longo e uma colher de pedreiro transformam-se
como os pincéis de pintores como Caravaggio, Goya e Gustav Klimt
O desfecho, a última terra batida pela pá, encerra-se com as cordas de sustentação

E  o som do verdadeiro (?) amor possui a doçura e a pureza da sinceridade (disfarce)

sábado, 6 de dezembro de 2014

O Barroco Moderno

As pedras carregam histórias de flagelos
A cada ladeira, pisamos no passado e no presente
O pé esquerdo no sofrimento e o direito nas novas perspectivas

Um anjo esculpido em pedra-sabão observa com cuidado
os novos residentes em suas vidas pós-moderna
Correntes arrastadas em pés calejados e calcanhares molestados

As igrejas, que um dia abençoaram o passado, se tornam lembranças turísticas
Visitas sem conhecimento ou interesse: puro senso de oportunidade
Tão comum em cidades barrocas e seus turistas

Uma igreja com um cemitério acoplado a mesma
Cospe a história através de seus personagens
São adornos criados para embelezar
os momentos respeitáveis

E os becos, íntimos, presentes,
que suportaram conversas antiquadas
Agora são passagens para olhares modernos
Uma história que não muda, mas se adapta






Um número que não recebe os admiradores
talvez você não aceite a parcela nisso
Eles não escutam uma palavra de você
e não entendem a sua personalidade dissemelhante

Sem vida...
Sem vida...

Procurar é tão espinhoso pelo receio da negação
as características são tão distintas
Que apesar disso, a necessidade se torna primordial
E o padecimento arrebenta a porra da sua cabeça

Tão longe...
Tão longe...







Uma geração marcada por egocêntricos
que se encontram em luzes e sons
O engano permanece inocente, deitado de lado
enquanto o caráter se desfaz em passos e conversas

Por onde o altruísmo esteve?
Tão puro quanto um santo e tão raro como um milagre

Um ombro que carrega os desejos mais íntimos
não sustenta as ações externadas
Um mínimo de coragem alcançada com algumas gotas em uma boca
e os passos se completam em direção à desonestidade

Por onde o amor esteve?
Tão utópico quanto o anarquismo e tão presente como uma saudação

Então é essa a permanência a se contentar
Considere os movimentos negros e se adapte
Lutar contra uma causa perdida é dar um tapa na resistência
Tudo o que se ensina são coleções de corações quebrados